22/08/2015

24 Espécieis nativas do Cerrado e Mata Atlântica para revegetação

Foto: Patrícia de Sá Machado

Revegetação

Revegetação é o uso da vegetação como ferramenta de reabilitação ambiental: plantas para proporcionar nova forma ou função a uma determinada área.

Como solução potencialmente adequada, a revegetação pode ser utilizada para reparar e atenuar os problemas da qualidade do espaço urbano e da paisagem degradada das cidades.
  
Quanto à forma temos o paisagismo e as barreiras visuais para ocultar prédios, estruturas, atividades e paisagens esteticamente indesejáveis.

Quanto às funções produtivas, ambientais e ecológicas, temos os seguintes benefícios:
  • estabilidade de terrenos;
  • controle de erosão;
  • contenção de taludes;
  • criação de barreira acústica, eólica e de partículas em suspensão;
  • restabelecimento do ciclo hidrológico, da matéria orgânica, do carbono, do nitrogênio e do enxofre;
  • filtração de chuva ácida e metais;
  • proteção de mananciais, produção hídrica, agrícola e de produtos madeireiros;
  • contenção da invasão de terras;
  • aumento da capacidade de suporte da fauna no ambiente;
  • estabelecimento de corredores ecológicos;
  • lazer;
  • mitigação da paisagem excessivamente urbanizada;
  • seqüestro de carbono;
  • controle térmico de áreas urbanas e mineradas, entre outras funções.

Um sucesso! E ainda tem o efeito psicológico: a paz que ambientes vegetados transmitem já seria um bom motivo para esquecer o cimento e buscar o verde.

Neste pequeno artigo informativo pretendo indicar espécies de árvores nativas para serem utilizadas em revegetações dos biomas Cerrado e Mata Atlântica.

As espécies nativas somam diversos benefícios, a considerar, entre outros:

  • aceleram o processo da sucessão secundária;
  • manutenção simples pela adaptação ao local;
  • abrigam, alimentam e garantem a diversidade da fauna;
  • ajudam no controle das pragas e dos agentes polinizadores de áreas agrícolas próximas.
Esses são alguns dos benefícios quando utilizamos espécies do bioma característico do local.

Minas Gerais

No Estado de Minas Gerais, a cobertura vegetal pode ser resumida em três biomas principais: Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga. A vegetação predominante é a Rupícola Montana que ocorre em áreas de declives e está associada a afloramentos rochosos ou solos muito rasos.

São espécies adaptadas a períodos de seca, de grande volume pluviométrico e a baixas temperaturas no inverno. A vegetação é composta por gramíneas, arbustos e árvores. Nesta fisionomia estão incluídos os campos de altitude (sobre afloramentos graníticos e gnáissicos) os campos rupestres (sobre afloramento areníticos e quartzíticos) e a vegetação de canga[1]. Segundo Loreni, Henri 1992, alguns autores utilizam o termo Campo Rupestre para todas as tipologias de Vegetação Rupícola Montana e o termo Campo de Altitude apenas para a fisionomia herbácio-graminosa. Ainda segundo o autor, outro aspecto que provoca dúvidas nas definições é o fato das florestas da vegetação Rupícola Montana (candeias e florestas anãs) apresentar transição para as florestas Ombrófila Densa[2], Ombrófila Mista[3] e Estacional Semidecidual[4], que podem ter dossel superior de 4m e chegar a 25-40m de altura. Além disso,os maciços arbustivos dos campos rupestres, em muitos locais, apresentam uma transição para o cerrado (Cerrado Rupestre). Assim é muito comum encontrar terminologias diferentes entre autores.

Belo Horizonte

Em Belo Horizonte, segundo o Atlas de Zoneamento Agroclimático do Estado de Minas Gerais – SEA 1980, a vegetação predominante está entre o campo rupestre de altitude e o cerrado e campo cerrado.

O Conjunto de espécies vegetais que escolhi como exemplo está entre as formações arbóreas do cerrado (troncos tortuosos, ramos retorcidos e predomínio de baixa estatura) e mata atlântica (vegetação densa e verde).

A ideia foi escolher espécies arbóreas para um reflorestamento heterogêneo, hipotético, que proporcione beleza cênica e barreira visual a áreas degradadas de parques, praças, passeios e margens de cursos d’água em Belo Horizonte.

Vamos aos exemplos?

Espécieis nativas do Cerrado e Mata Atlântica

Espécieis nativas do Cerrado e Mata Atlântica

Espécieis nativas do Cerrado e Mata Atlântica


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1 Definição segundo Loreni, Henri.1992
2 Floresta Ombrófila Densa -Trechos de Mata Atlântica encontrados ao longo do litoral, em regiões de temperaturaelevada (médias de 25° Celsius) e chuvas intensas e bem distribuídas ao longo do ano. Ombrófila = amigo das chuvas.
3 Floresta Ombrófila Mista - Situada em regiões com altitudes de 1.200 a 1.800 metros, chuvas bem distribuídas aolongo do ano e período seco curto (inferior a 60 dias).
4 Floresta Estacional Semidecidual - Caracteriza-se por duas estações climáticas, uma chuvosa e outra seca, entre asárvores, de 20 a 70% perdem as folhas durante o período seco (dois a três meses).

Fonte das fotos:

LORENZI, Harri. Àrvores Brasileiras: manual de indentificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. 2.ed. Nova Odessa, SP: Editora Plantarum, 1992.

LORENZI, Harri. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. 2.ed. Nova Odessa, SP:Editora Plantarum, 1998. 2v.

Fontes Bibliográficas:

Catálogo das árvores nativas de Minas Gerais : mapeamento e inventário da flora nativa e dos
reflorestamentos de Minas Gerais

Corrêa, Rodrigo Studart. Revegetação. Brasília: FAU-UNB, 2008. 45p. Material didático do Curso de Pós- Graduação latu sensu em Reabilitação Ambiental Sustentável Arquitetônica e Urbanística - Reabilita 2.

Belo Horizonte: espaços e tempos em construção. Belo Horizonte: PBH: CEDEPLAR, 1994.
LORENZI, Harri. Àrvores Brasileiras: manual de indentificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do

Brasil. 2.ed. Nova Odessa, SP: Editora Plantarum, 1992.
LORENZI, Harri. Árvores Brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil.

2.ed. Nova Odessa, SP: Editora Plantarum, 1998. 2v.